Pequenas partes digeridas de memórias, sonhos, pesadelos e imaginação... Poético diário virtual de palavras, imagens e nada... Ctrl C/Crtl V do mundo sem pagar direitos autorais...

Saturday, October 07, 2006

viagem ao centro. Da terra?

sem motivo
sem razão
perplexa direção

sem palavras
sem fusão
um sim e um não

uma gama
um gueto
intacto amuleto

um carro
um chão
alguma direção

com motivo
sem razão.

Friday, September 22, 2006

Fada

Aquela era a mais bela de todas. A única que ainda carregava a pureza no pó de suas asas. Mas o mundo era bem mal e enfadonho, precisava assoprar e balançar até que a menina caísse. Não quero, dizia ela. E voava para o alto onde o vento chegava pequeno e amedrontado. Até que o calor da luz queimasse a ponta dos seus dedos, precisava descer.

Saturday, September 02, 2006

mundo feito bola de papel

o mundo é feito de uma bola de papel
e somos todos nós compostos dessa tal matéria-prima
de rabisco em rabisco queremos ser algo melhor
mas nunca somos bem aquilo que queremos no desenho

e outros olhos curiosos não podem ver o nosso traço
não podem ver que lá no fundo não passamos de rascunho
e que apagamos com borracha tudo aquilo que bem somos
pra amassarmos a nós mesmo e voarmos para o cesto

até alguém desamassar e ver na gente um desenho
não igual ao que queremos, mas bonito mesmo assim


dedicado a uma menina que no limiar do seu sono
me ensinou um pouco de filosofia...

Thursday, August 31, 2006

Leve Demais

Eu tentei mas...quero ver você mudar
Respeitar quem...pare de se controlar
Me escondi sim...ser alguem cansa demais
Eu ja nao sei me dizer nao

Complicado sim revoltado não
Indecente sim eu hoje eu sei mas
Me deixa mudar
Diferente sim indiferente não
Conformado sim leve demais
Me deixa voltar

Eu voltei mas...quero estar em seu lugar
Mimado eu sei...achei algo pra comprar
Eu menti sim...ela nunca vai te amar
Eu ja nao sei te dizer nao

Vem você dizer que tudo tem que ter um fim
Eu nem sei por onde comecar
Vem você me convencer que eu só penso em mim
Talvez sim talvez sim

Venha me salvar vem me carregar
Ausente eu sei que
Nada vai mudar nada vai mudar
Não mente não mente

Composição: Gabriel Marques

Friday, August 18, 2006

Rosa do mar

Sempre está lá quando eu preciso
Sujeito imaculadamente conciso
Eu ganhei a Rosa dos Ventos
Direcionando todos meus contentos

A rosa dos dissabores
Atritos repressores
O mar agitado é sempre para proteger
Um pedido de desculpas eu nunca quis fazer

A rosa do encanto
Presente mar de acalanto
Acaricia meus mimos, espanta meus medos
Palavras não escorrem por entre os dedos

O mar de tormentas
Imperdoáveis licensas
A magia no fim sempre irá vencer
Imperdoáveis momentos nunca quero saber

Rosa do mar, para sempre, amo você!!!!!

Post dedicado à Dona Mãe, nesta data querida!

Saturday, August 12, 2006

O Retorno de Quem??? [Saga 02]

Um pára-quedas xadrez aterriza bruscamente no chão próximo à aldeia. Era Quem!
Em sua nova carcaça, Quem levanta-se e segue em direção a sua cabana. Após minutos olhando para um horizonte que lá não se encontrava, recobra-se o sentido. De pé, um litro de água são facilmente digeridos por Quem, que segue em direção aos seus velhos amigos.

- Para onde estes trastes foram? esbravejou consigo mesmo, Quem.

De bar em bar, Quem via-se ávido por novas pessoas, novos rostos e histórias jamais imaginados por ele. Sua simpática antipatia e bem-humorado mau humor floresciam no jardim das delícias da aldeia. Mas, a um espírito nômade e inquieto nada é o bastante, e o céu é o limite de Quem.

Em pensamentos esquizofrênicos, Quem sofre. Ainda falta algo importante. Quem sabe o que é? Acho que não. E a procura segue, nunca em vão, na vazia imensidão, no tormento furacão, com introspecção, a falta na razão de uma emocão!

E sai suspirando um olhar para o horizonte que não está.

Wednesday, July 05, 2006

A casa

Quando dizem besteiras, eu te ofereço A casa
Um lugar nem tão grande, discreto e pequeno
Mas que serve a contento pra você e pra mim

Pra chegarmos bem tarde e cansados do dia
E encontrar moradia e o calor de um abraço

E os amigos visitam quando são convidados
Tem comida no prato, o feijão eu quem fiz
Sempre há flores na mesa, um sorriso na boca
Pra alegrar nos momentos que a tristeza entrar

Não te tiro da vida muito menos dos outros
Só te dou um refúgio para os tempos de dor
E da porta pra fora ficam todas as mágoas
Entra logo e descansa nesse lar doce lar